Bolsa para Iniciantes: Análise Técnica x Análise Fundamentalista

Acho fundamental analisarmos tecnicamente a diferença entre essas duas escolas, já que são as principais. Acho também que o meu trocadilho foi infame. Mas pulemos essa parte, vamos falar sobre o que interessa.

A Internet está saturada de textos comparando as duas modalidades de análise de mercado. Todos os blogs de economia que conheço tem pelo menos um artigo sobre esse assunto. Pensando nisso, ao invés de escrever mais uma matéria do tipo, vou acrescentar algo aos textos de meus companheiros. Hoje vamos tentar descobrir qual tipo de análise se adequa melhor ao seu perfil de investidor.

Como a Análise Fundamentalista consiste no estudo da empresa em si, requer mais tempo de estudo, mais paciência. E infelizmente, nem todas as informações que você precisa estão contidas em gráficos. Você precisa estudar o mercado, o perfil dos líderes da empresa, seus investimentos, enfim, todos os detalhes que puderem afetar rumo da empresa. Não basta usar só os indicadores, você tem que usar toda a informação que puder, pois como disse Sun Tzu, “Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas.”.

Já a Análise Técnica, é mais prática, mais mecânica. Ainda mais hoje em dia, com o avanço da tecnologia. Você precisa analisar os padrões, ver os gráficos e tentar prever, a partir do passado, como será o futuro do papel. Na análise gráfica não existe espaço para quaisquer fontes de informação externa. Nada de ler notícias ou pedir dicas. Só o que importa é o que está contido nos gráficos.

Para esclarecer o perfil de investidor de cada escola, vamos listar suas características abaixo:

Escola Fundamentalista:

  • Pretende um lucro a um prazo mais longo, porém, geralmente conta com um rendimento maior;
  • Dá muita importância aos detalhes, por isso, não há diversificação nos investimentos;
  • Requer um estudo inicial, mas não precisa de muito acompanhamento, já que pretende resultados ao longo prazo.

Escola Gráfica:

  • É mais versátil, pode ser usada tanto a longo, quanto a curto prazo. Porém, não me recordo de nenhum “Warren Buffet da Análise Técnica”, em outras palavras, não conheço ninguém que tenha ficado multibilionário usando este tipo de análise.
  • Permite certa diversificação nos investimentos, pois analisa somente os gráficos. Nada além disso importa.
  • Requer um acompanhamento constante. Normalmente, diário.

Há também quem defenda o uso das duas escolas ao mesmo tempo. Nunca testei, então não posso dar uma opinião concreta. Mas sinta-se livre para fazê-lo por mim. Comente!

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